Descubra a Costa Oeste

Quando o mar convida a terra para dançar, a magia acontece.

Formalmente antes conhecida por Estremadura, a faixa Atlântica oeste a norte de Lisboa é uma região fértil. As suas paisagens cheias de cor, variam com as estações do ano e são dominadas por milhares de colinas com vilas pintadas de branco espalhadas no seu interior e os característicos moinhos de vento, que simbolizam a zona Oeste do território Português.  É um território banhado intensamente pela luz solar e abençoado com um clima moderado devido À influência do Atlântico criando uma harmonia única entre a costa e o interior.

 

Enogastronomia na Costa Oeste

Na tradição gastronómica do Oeste podemos redescobrir as histórias das descobertas Portuguesas no Médio Oriente. Ingredientes como o açúcar e as especiarias fazem dos doces conventuais desta zona, experiências a não perder.

Conseguimos rever na gastronomia da Costa Oeste as mais diversas influências que influenciaram o País ao longo de toda a sua história. Nela podemos construir histórias que ligaram a Europa ao Oriente; histórias de especiarias, de vitórias, de conquistas e de descobertas marítimas. A paisagem marítima simultaneamente imponente e delicada é o local ideal para desfrutar de uma cozinha rica em peixe e marisco e servida nas esplanadas das cidades e pequenas vilas ao longo da costa. É de facto uma costa pintada em azul. O mar harmoniza o tempero dos pratos com a frescura dos seus frutos, trazidas pelas mãos dos mestres pesqueiros; frutos que retemperam as nossas almas, com pedras de sal…

O oeste (chamado Lisboa no que diz respeito à zona demarcada de vinhos) tem uma longa história na viticultura nacional. Nesta zona demarcada encontramos uvas nativas e algumas castas internacionais que permitem fazer blends, que nos fazem voar até ao sótão das nossas memórias…

No que diz respeito às castas nativas e nas proximidades de Lisboa, temos sempre que contar com, pelo menos, 3 regiões: Colares, Bucelas e Alenquer.

O vinho de Colares contem em si uma história incomparável, datando quase do inicio da nação e passando por escritores como Lord Byron e Eça de Queiroz. As vinhas desta zona são plantadas em solos arenosos e são mantidas com grande cuidado em propriedades muito pequenas, que são trabalhadas manualmente. Os vinhos provêm de castas nativas únicas no mundo, tais como O Ramisco (casta tinta) e Malvasia de Colares (casta branca). Em consequência de tudo pode terá a certeza que quando adquire uma destas garrafas, está a adquirir um legado patrimonial e um verdadeiro produto de colecionador.

 

Bucelas localizado no Norte de Lisboa é uma terra de viticultura desde os tempos romanos. Historicamente o vinho de Bucelas sempre foi um vinho branco. Na era de Elisabeth I, em Inglaterra, este vinho foi presumivelmente mencionado na peça de Henrique VI de Shakespeare e era muito conhecido como sendo um vinho fortificado. Depois da tentativas goradas de Napoleão para invadir Portugal, Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington descobriu este vinho (agora não fortificado) e ficou tão impressionado, que logo o começou a importar de Inglaterra para a sua propriedade, tornando-se um vinho muito em moda, à época.

 

Por último, temos os vinhos de Alenquer; uma região centrada na cidade de Alenquer. Localizado num vale do distrito de Lisboa, as uvas amadurecem com suavidade e facilmente produzindo vinhos encorpados com aromas a pimenta e outras especiarias. Os brancos, por sua vez, tendem a ser secos e cremosos na boca.

 

 

Património na Costa Oeste

O campo da zona da Costa Oeste é um registo vivo de Castelos Medievais, Palácios Renascentistas, Casas Senhoriais, Igrejas e Conventos que o convidam para um encontro com a história.

 

Castelos e Cidades de Contos de Fadas

A história de Portugal é fácil de encontrar; até nas pequenas vilas a arquitetura das igrejas e das capelas falam sobre antigas grandezas. Para o visitante é fácil de combinar roteiros artísticos e culturais com visitas muito próximas a praias com uma beleza selvagem, como por exemplo Ericeira e Santa Cruz. A nossa exploração para o interior, descobrirá o prazer das coisas simples ligadas à terra, a arquitetura e um povo acolhedor.

O interior da Costa Oeste também está ligado às ordens dos Templários e de Cister. Estas ordens foram aliadas dos reis de Portugal durante a reconquista cristã em Portugal.

Quando falamos dos Templários em particular, de imediato nos aflora a memória o Convento de Cristo em Tomar (Património Mundial da Humanidade). Foi sempre um local mítico e sede dos cavaleiros Templários em Portugal. No seu interior o infante D. Henrique desenvolveu a estratégia para as expedições marítimas Portuguesas de descoberta, o rei D. Manuel I deixou as suas marcas e a sua marca imperial na arquitetura (estilo Manuelino), Filipe II de Espanha marcou a sua chegada ao poder e algumas tragédias do séc. XVIII e XIX  desenrolaram-se contra o fundo das invasões Napoleónicas e da Revolução Liberal. Merece definitivamente uma visita…

Os vestígios dos Templário são pois uma forma de contacto não apenas com a natureza, mas também com o passado rico e sumptuoso de Portugal

No esplendor do campo, encontrará vilas típicas, casas feitas de xisto e pedra e mesmo vestígios de dinossauros na Serra d´Aire, classificada como Monumento Natural.

Mais dois pontos altos da região. Óbidos e o Mosteiro da Batalha. Óbidos é uma magnífica vila Medieval cercada por muralhas, que datam da ocupação Muçulmana e que surpreendem todos os seus visitantes. Óbidos é conhecida como A Vila das Rainhas, devido à tradição real de a ofertar às rainhas como presente de casamento. É uma povoação encantadora, com muitas igrejas cheias de trabalhos de arte, azulejos, pinturas, talha dourada e vestes religiosas. Qualquer rua ou beco oferece um passeio calmo e agradável, mostrando o equilíbrio e a harmonia desta vila museu. As casas pintadas de branco com as suas faixas coloridas e adornadas com flores, completam este quadro idílico. Não se esqueça de provar a famosa Ginginha de Óbidos, receita mais uma vez provinda dos conventos da região.

Não muito longe de Óbidos, encontramos o mosteiro da Batalha. É sem dúvida um dos mais belos exemplos da arquitetura Portuguesa e Europeia.

Tal como a maior parte das coisas em Portugal a sua origem tem uma razão simples e humana: nasceu da promessa que o rei D. João I fez no caso de alcançar a vitória em Aljubarrota, uma mítica batalha que em Portugal lhe assegurou o trono e garantiu a independência do reino.

A sua construção durou 150 anos e passou por diversas fases. Esta foi a razão de muitas alterações terem sido feitas ao projeto inicial, resultando em consequência, num vasto complexo monástico.

Esta viagem pelo património não podia acabar, sem nomearmos Sintra. Esta montanha internacionalmente conhecida conheceu o seu auge no reinado de D. Fernando II da dinastia de Saxe-Goburg-Gotha (1836-1885). O rei artista estabeleceu definitivamente neste local, o Romantismo, com um esplendor que é único nas regiões Mediterrânicas. O rei adquiriu o convento da Pena e transformou-o num palácio romântico fabuloso que hoje é a imagem de marca da pequena cidade de Sintra. Tantas emoções, num só local…

 

Natureza na Costa Oeste

Descubra um mundo natural vasto e com vários parques dos quais se destacam Sinta como Património Mundial e a Reserva Natural do Paúl do Boquilobo, reserva da biosfera da Unesco.

Além da cidade de Lisboa existe um mundo natural vasto em que a orografia é um convite para observar o horizonte. A região é dotada de quintas e vinhas onde os pequenos produtores fornecem ainda hoje Lisboa, com frutas, legumes e vinho.

Nós Portugueses, temos muita sorte em termos um local como Sintra, tão perto de Lisboa. Sintra está embrenhada em mistério e até o seu clima é diferente. O verde omnipresente oferece sempre uma sombra refrescante. Sentimo-nos confortáveis quando andamos nas suas ruas estreitas, cheias de pequenas lojas que oferecem souvenirs autênticos, tais como azulejos Portugueses pintados à mão ou os famosos travesseiros de Sintra uma doçaria regional que é difícil de provar e não “chorar” por mais.

Sinta é algo de marcante em termos de paisagem: as floras Mediterrânicas e Nórdicas estão misturadas com milhares de árvores exóticas e flores num cenário único de jardins, parques e florestas.

No Norte da região de Lisboa podemos também desfrutar da natureza junto à Barragem do Castelo de Bode. Este gigantesco lago artificial foi, desde a sua construção o principal fornecedor de água a Lisboa; uma zona privilegiada para praticar desportos náuticos e desfrutar de paisagens de cortar a respiração, enquanto saboreia um copo do precioso néctar.

Demasiadas coisas para fazer? É verdade mas se quer despertar os seus sentidos e redescobrir os seu equilíbrio interior, tenha em consideração que a zona Oeste do país é também conhecida, pelos seus reputados e inúmeros spas e instituições termais.

Nas Caldas da Rainha, encontramos uma forte tradição de produção de olaria e cerâmica artística ou utilitária. Outras importantes atrações incluem os locais arqueológicos dos Jurássicos dinossauros da Lourinhã e as linhas de Torres Vedras (linhas temporárias de fortificação), construídas pelo Duque de Wellington para defender Lisboa das tropas Napoleónicas. Definitivamente lugares com história e tempos com memória…