Descubra o Vale do Tejo

O sentimento é de bem-estar e conforto, sentimentos especiais que nos fazem viver a experiência de uma forma intensa, outra e outra vez.

Um fascínio mútuo e uma entrega profunda entre a terra e o rio, mas acima de tudo a descoberta que o rio Tejo oferece em abundância para ser usufruído por nós. É um chamamento ao nosso eu mais intimo.

Além deste sentimento, temos no vale do Tejo uma omnipresente trilogia composta por cavalo, touro e campino, temos também os sabores ancestrais da terra e do rio e por fim Santarém a capital do estilo gótico em Portugal. Todo este cenário favorece o uso ativo do corpo e do espirito em termos do nosso tempo livre.

Enogastronomia no Vale do Tejo

Uma das principais atrações turísticas do Vale do Tejo são os seus manjares típicos e os seus vinhos que estão intimamente ligados à pesca e ao trabalho agrícola das suas vastas lezírias. A ligação ao rio tem sido desde sempre de irrefutável importância e entre outros fatores o Tejo sempre uma fonte de riqueza e sustento, para muitas das suas famílias

Hoje o Vale do Tejo, é uma terra de feiras gastronómicas e festividades de cariz popular que aliadas ao culto das touradas atraem grande número de visitantes.

A zona do Tejo sempre foi conhecida como uma zona produtora de vinhos desde a Idade Média. O nome da província; Ribatejo (que tem o significado de margem do Tejo) foi escolhido há cerca de 15 anos para a denominação desta região de vinhos e que por sua vez foi o resultado da agregação de outras, de menor dimensão.

Desde então, a região operou grandes melhoramentos no que diz respeito à viticultura e à enologia e a denominação Tejo (a original), acabou por prevalecer reforçando a tradição local, ligada ao seu rio, assim como às suas novas ambições.

Este terroir está pois marcado pelo rio Tejo. O rio separa a região em 3 diferentes zonas de produção de vinhos:

Bairro – na margem direita do Tejo onde existem 2 diferentes tipos de solos: solos argilosos e de calcário, dispostos de forma irregular, em campos onde as colinas alternam com planícies na zona norte da região e onde a vinha e a oliveira dominam a paisagem; solos xistosos, confinados ainda mais a norte, numa pequena área perto de Tomar.

Charneca – na margem esquerda do Tejo e para sul, encontram os solos de natureza arenosa. É uma zona muito seca, com temperaturas mais altas do que na restante região e onde a maturação das uvas é, pois, mais precoce.

Lezíria – é uma zona de planícies periodicamente inundadas pelo Tejo. São estas inundações as responsáveis pela grande fertilidade desta área.

 

 

Património no Vale do Tejo

Fenícios, Romanos e Muçulmanos deram a sua contribuição para a riqueza das povoações medievais do Vale do Tejo e o seu património apenas espera por si, para ser descoberto.

Banhada pelo imponente rio Tejo, Santarém a capital do gótico Português esteve presente em muitos momentos chave da história Portuguesa: desde a entrada de Afonso Henriques na cidade em 15 de Março de 1147, até à partida dos tanques para Lisboa, comandados pelo capitão Salgueira Maia, que na manhã de 25 de Abril de 1974 e em poucas horas acabou por oferecer a democracia a um país renovado.

A atestar a importância da cidade está o fato de ter sido considerado o armazém dos Fenícios, o quartel-general das províncias da Hispânia Romana; uma das mais florescentes cidades do Al- andaluz Muçulmano e uma das principais cidades medievais dos reis de Portugal, quando adquiriu o estatuto de “sempre mui nobre e leal”.

Esta é a razão pela qual gostamos tanto de Santarém: quando percorremos o seu centro histórico e nos deixamos influenciar pelas suas igrejas, pelo seu castelo, pelas suas varandas pacientemente trabalhadas, pelas suas casas centenárias e seus azulejos, que recebem aqui, uma expressão e um tratamento únicos.

Vamos guiá-lo pela capital Portuguesa do Gótico, fora dos percursos convencionados; esta é a nossa promessa.

Outra imagem a reter é o castelo de Almourol, construído numa ilha granítica no meio do Tejo, perto do Tancos. Traz-nos à memória distantes castelos nórdicos, construídos perto de lagos. Perto, temos Constância, a terra natal do maior poeta Português: Luis de Camões. Constância alberga também um Parque de Ciência onde poderá observar as estrelas e aprender a conhecer as constelações, depois de um passeio revigorante perto do rio Tejo.

Venha e experimente para poder acreditar…

 

Natureza no Vale do Tejo

A vastidão das terras barrentas e as plantações de sobreiros dão-nos as terras para cavalgarmos livremente ao longo do rio Tejo. Uma experiência única recheada de memórias inesquecíveis.

O Ribatejo é claramente marcado pelo rio Tejo. O seu nome, a sua geografia e até a sua cultura, é marcada por este que é o maior rio de Portugal.

Uma das características típicas da paisagem são as lezírias ou planícies, onde os touros bravos e os cavalos deambulam. Esta tradição está profundamente enraizada na tradição rural da região fazendo parte intrínseca da sua cultura. O Ribatejo é a terra do mundialmente famoso e único cavalo lusitano de raça pura e é também uma região de touradas, de feiras e festivais onde as largadas de touros, são muito populares. Para compreender estas tradições genuínas, temos que nos despir de preconceitos e ir assistir a um dos muitos espetáculos de Verão que aqui se realizam e sentir o seu ambiente e adrenalina, muito próprios.

Em alternativa pode também passear a cavalo através das lezírias e aperceber-se do razão pela qual o Ribatejo tem uma feira anual, dedicada apenas aos cavalos. Se visitar Portugal em Novembro é imperdível a visita à feira do cavalo na Golegã; tudo desde os cavaleiros, às pessoas que frequentam a feira, é uma personificação do amor que esta região tem a estes animais.

A não perder é também a visita ao maciço calcário do Parque da Serra de Aire e dos Candeeiros. Nas suas ravinas encontrará cavernas e pequenos recantos; terá momentos de evasão e de deslumbramento, próprios do contato direto com a natureza.

Mas não é tudo: perto de Lisboa, na margem esquerda do Tejo um local ideal para a observação de aves. A Reserva Natural do Estuário do Tejo é uma zona protegida com mais de 45.000 hcs e considerada a zona alagada maior de Portugal e uma das mais importantes da Europa.

Para descobrir outra tradição única da região temos, por último, de visitar a Casa Típica da Avieira – Museu de Escaroupim, em Salvaterra de Magos. Em outras localidades, no Ribatejo, também encontrará estas casas palafitas. As casas construídas no cimo de estacas de madeira sobre o rio são ainda, em muitos casos, habitadas pelos pescadores.

 

Como escreveu o poeta Miguel Torga ‘… Em qualquer aventura o que interessa é partir…’