Porto e Norte

Na sua viagem pelo Norte de Portugal descubra campos e vinhedos pintados com um verde intenso, vales exuberantes, praias cintilantes e uma herança mais antiga que o próprio país. É uma escolha perfeita para espíritos aventureiros que desejam celebrar a vida dia ... e a noite! Nesta parte de Portugal, a bela paisagem alia-se à alegria contagiante das festividades e procissões e à hospitalidade incomparável do seu povo.

Em Guimarães, encontrará o local de nascimento de Portugal; o centro medieval da cidade é Património Mundial da UNESCO desde 2001 tal como Braga, uma cidade ocupada por romanos e um dos mais importantes centros cristãos da antiga região da Gallaecia e desde 2019 também Património Mundial.

Por último, mas não menos importante, a possibilidade de você deambular num mundo à parte no Parque Nacional do Gerês; uma região onde encontrará aldeias de granito que não mudaram muito desde a criação de Portugal no século XII. Mulheres vestidas de preto conduzindo vacas pelas ruas pavimentadas com pedra e pastores que deixam o seu gado a pastar nos prados, são visões frequentes neste famoso Parque Natural.

 

Enogastronomia no Norte de Portugal

Conhecida pela sua hospitalidade, a região é generosa na hora de prestar um bom serviço à mesa, com uma grande variedade de pratos (peixe, marisco, carne ou confeitaria regional e conventual), sempre cozinhados com ingredientes locais. A culinária regional utiliza os seus recursos naturais, como no caso do caldo verde, apreciado em todo o país, uma sopa de couve que foi criada nesta parte de Portugal, graças aos férteis campos verdes da região. O imponente Atlântico proporciona, por seu lado, peixe e marisco onde a frescura e a qualidade são exemplares, como aliás, em toda a cozinha portuguesa, que se orgulha na opinião de renomados chefs e gourmets internacionais, de ter o melhor peixe do mundo.

Aninhada entre os distritos do Porto e Viana do Castelo, esta região é delimitada pelo Douro à sua direita e o Atlântico à sua esquerda.

No meio de um cenário verde e exuberante, descobrirá também e de forma dispersa no Norte de Portugal, as vinhas que produzem o famoso Vinho Verde. Historicamente, o vinho verde também era conhecido como “enforcado” ou “vinho do enforcado”. Essa designação curiosa vem do facto de as videiras serem muitas vezes plantadas perto de árvores – as famosas uveiras – e acabarem subindo por elas, resultando em cachos de uvas pendurados. Essa técnica sobreviveu até hoje, mas encontrar uveiras na paisagem minhota, é cada vez mais difícil, pois hoje a maioria das videiras são conduzidas na vertical, sob a forma de cordão.

A vegetação luxuriante é devida ao clima particularmente chuvoso e temperaturas amenas. O solo é composto principalmente de granito, rico em acidez e pobre em fósforo, em contraste com o vizinho Douro, que é baseado no xisto. Esses fatores moldam o perfil do vinho: o vinho verde branco destaca-se pela sua delicadeza, plasticidade e complexidade. É uma combinação requintada e perfeita com marisco e peixe da costa Atlântica. De fato, muitos consideram o Alvarinho (a principal casta nos Vinhos Verdes) um dos melhores vinhos brancos do mundo.

 

Património no Norte de Portugal

A região norte do Minho, em Portugal, está repleta de história e cultura, com evidências dos períodos celta, romano, românico, gótico, renascentista e barroco e de arquitetura contemporânea premiada.

Guimarães medieval é um dos exemplos mais realizados deste património histórico. A cidade é um local da UNESCO, desde 2001 e no seu castelo cresceu o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques. Por ser considerado o berço de Portugal, Guimarães ocupa um lugar muito especial no coração português. A cidade oferecer-lhe-á um património medieval, harmonioso e bem preservado, evidente nas graciosas varandas de ferro forjado e granito, pórticos, palácios reais, e arcos que ligam as ruas estreitas, pavimentadas com lajes muito antigas alisadas pelo uso e pelo tempo.

Braga, por outro lado, é a terceira maior cidade de Portugal, considerada por muitos a Roma Portuguesa, devido ao imponente santuário que combina de maneira perfeita o trabalho da Natureza e do Homem. É uma cidade universitária elegante que convida ao passeio nas suas ruas estreitas e antigas, repletas de praças e de uma esplêndida variedade de igrejas barrocas. Descubra a majestade da Catedral e do Santuário Bom Jesus, aninhado no topo de uma colina, com vistas fantásticas para o manto de verdura que circunda Braga. O Santuário foi declarado Património da Unesco em 2019, ingressando assim no clube muito restrito dos 15 Patrimónios da Humanidade da UNESCO, eleitos em Portugal.

E por último Viana do Castelo: uma cidade cheia de cores e tradições. Hoje Viana do Castelo está intimamente ligada ao Oceano Atlântico e ao rio Lima, de onde recebe o título de Princesa do Lima. Os trajes coloridos, os bordados do Minho e as suas jóias de filigrana, acompanhados pelo espírito popular das suas gentes, perpetuam na actualidade as suas raízes regionais. Tudo isto com um corolário: a sua visita à Basílica, inspirada na Catedral do Sacré Coeur, em Paris.

Certifique-se de absorver as maravilhosas paisagens os sons e sabores dos restaurantes tradicionais e cafés ao ar livre nas praças medievais; aprecie a vista dos santuários e castelos nos topos da colinas e descubra as histórias e tradições que tornam esta região de Portugal tão especial.

 

Natureza no Norte de Portugal

Montanhas luxuriantes, rios sinuosos e aldeias no topo de colinas aguardam visitantes no subestimado interior do norte de Portugal. O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi criado por decreto em 1971. Aqui o solo, a água, a flora e a fauna foram bem preservados e o planeamento mostrou-se eficaz: a biodiversidade é hoje uma das características dessa área protegida. A natureza, o relevo, as variações de altitude e as influências atlânticas, mediterrâneas e continentais permitiram a presença de arbustos, carvalhos e pinheiros, florestas de bétulas e uma vegetação exuberante ao longo das margens dos rios, pastagens e terrenos agrícolas.

Esta exuberante vegetação que cobre as montanhas, inclui um bosque de azevinho – único em nível nacional – e espécies endêmicas como o lírio do Gerês, cujas cores azul-violeta enfeitam os campos. O acidentado terreno montanhoso é atravessado por rios e ribeiros que fluem rapidamente entre as montanhas criando cascatas cuja água vai ser contida em barragens como as da Caniçada, Vilarinho das Furnas ou Portela do Homem. As paisagens são, pois, deslumbrantes.

Mantenha os seus olhos abertos, pois poderá observar um cervo (símbolo do parque) ou o seu predador directo, o lobo ibérico. É mais comum encontrar pôneis garranos, que são pequenos cavalos selvagens que correm livremente pelas colinas. Também é provável que encontre gado Barrosão e cães Castro Laboreiro de pelos escuros (ambos autóctones da região), que cuidam dos rebanhos de cabras e ovelhas nas diferentes estações do ano.