Serão os pequenos produtores de vinho mais sexy?

Muitas vezes quando estamos a escolher um vinho ou a pensar fazer uma tour de vinhos interrogamo-nos se é de bom senso escolhermos um vinho ou adegas que não fazem parte do mainstream, ou pelo contrário optar por nomes conhecidos no mercado pela sua dimensão e pela sua capacidade de marketing. Em que fundamentar a sua escolha?

A The Best Portugal ao longo destes 10 anos de vida do projeto sempre preferiu a primeira opção ou fazer uma combinação dos duas quando o cliente experime esse desejo. E porquê? Bem, embora mesmo as grandes produtoras de vinho tenham vinhos com castas desconhecidas dos nossos visitantes (e isso não é dificil para um pais que tem mais de 300 castas nativas) os pequenos produtores têm mais a tendencia para apostar nestas mesmas variedades. Muitas vezes encontramos até neles essa curiosidade e até sede de aproveitar castas que estavam em perigo de extinção e que sempre fizeram parte do património cultural e fisico das suas propriedades. São eles que na maior parte dos casos as acarinham, plantam, divulgam e exportam. Como exemplo poderemos dar o caso da Manz Wines, que nos arredores de Lisboa acabou por salvar uma casta nativa branca; a Jampal, da extinção, sendo hoje a grande embaixadora desta pequena empresa familiar. Portanto e no entender da The Best Portugal, o risco é aqui mais incorporado na marca e são os pequenos produtores que fornecem muitas vezes ao mercado as novidades que depois de confirmadas pelo mesmo, passarão a ser alvo da atenção das empresas de grande dimensão do sector.

Qual a novidade em Portugal em relação a outros mercados do novo mundo com escolhas mais consolidadas ao nivel de castas? É que o mercado Português exibe um nivel de experimentalismo tão forte ao nivel dos pequenos produtores (predominantes em Portugal) que existem sempre novidades, mesmo ao nivel das grandes adegas, a serem lançadas para o mercado.

A todos estes desafios podemos juntar um outro que é muito especifico deste tipo de produtores: o perigo sempre presente da geração presente ou da geração futura não partilhar desta paixão e as propriedades irem consequentemente parar às mãos de grandes companhias do sector, sempre ávidas de juntar ao seu portfolio propriedades e marcas com historial, capacidade inovadora e com castas e vinhos que os profissionais do ramos e os conhecedores de vinho pura e simplesmente admiram e nalguns casos, adoram.

E depois existe o aspecto intangivel das pequenas propriedades cujos proprietários e staff respiram paixão pelo vinho, pela terra e pela natureza. Quando os nossos visitantes se apercebem que tudo aquilo é uma escolha pessoal e um modo de vida acabam por sentir que cada golo de vinho é diferente dos que já experimentou e isso, só isso é muito muito reconfortante e recompensador para todos os que testemunham estas visitas.

Estes pequenos produtores continuarão em Portugal a ser um elo vital entre o passado e o futuro. Eles têm a ousadia e a coragem de fazer vinhos novos, com novas castas, novos métodos de vinificação e sobretudo gostam que sejam as suas uvas a fazer o trabalho por eles. Os vinhos são provindos dos seus terroirs e é aqui que esta palavra, na nossa opinião, assume um significado integral: clima, terra e pessoas daquele local. A maior dificuldade, dado que são tão especificos e identitários é a dificuldade destes players entrarem num mercado que preveligia ainda hoje mais as primeiras impressões, as castas mais conhecidas internacionalmente e o marketing relacinado com as marcas. No caso dos pequenos produtores out of the box, somos nós próprios que temos que ir à procura, fazer a nossa investigação além de termos de ter essa paixão pelos vinhos e pela natureza em geral. Eis, resumindo, a nobre missão da The Best Portugal para com os seus clientes e amigos.

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