Vinhos do Alentejo

A região de vinhos do Alentejo foi eleita pelo USA Today como a melhor região de vinhos do mundo. É uma zona de vastas paisagens com gentes hospitaleiras, uma deliciosa gastronomia e grandes vinhos.

A história do Alentejo é vasta como as suas paisagens, são muitos os locais onde podemos encontrar provas da civilização fenícia existente há mais de 3000 anos. Também os celtas e sobretudo os romanos que deixaram um importante legado através dos seus escritos, mosaicos, ensinamentos, cidades e monumentos. Profundamente letrados nas principais técnicas agrárias, voltaram-se para a cultura do vinho e da vinha no Alentejo.

Uma das mais belas regiões do País, exige uma narrativa longa, com uma presença continuada e atenta no tempo e no espaço, algo que aqui não pode ser revelado em absoluto. Esta região de vastos horizontes, a que os sobreiros conferem uma sensação de força e perenidade, foi em tempos um extenso campo de trigo. Actualmente, as searas dão lugar a enormes vinhas, cujos vinhos recebem a força da paisagem e do calor ambiente, estando entre os mais reconhecidos de Portugal.

Para além do Vinho Regional Alentejano, que se encontra por toda a região, os produtores de vinho distribuem-se por 8 áreas de Denominação de Origem Controlada – Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira, Évora, Granja/Amareleja e Moura, o que permite uma variedade de escolha em qualquer ponto do Alentejo.

As características distintas dos solos consoante a área (graníticos, calcários, mediterrânicos ou xistosos), as inúmeras horas de exposição solar e um conjunto vasto de castas seleccionadas permite uma produção de grande qualidade, aliada à capacidade de manter a tradição do sabor mas inovando na arte de fazer o vinho.

Hoje, o Alentejo é conhecido pelos Blends tintos, que são quentes, generosos e descontraídos tal como o seu povo (do qual se diz, com ternura, ter três velocidades – lenta, muito lenta e estacionária). Esses blends podem muito bem apresentar Syrah e Cabernet Sauvignon, além de variedades nativas como Touriga Nacional, Tricadeira, Aragonês e Touriga Franca. Os brancos estão a começar hoje em dia a ficar em alta, com variedades locais como o Antão Vaz e Roupeiro que oferecem um estilo mais frutado, sendo muito cortadas com Arinto para lhes atribuir frescura e elegância. Verdelho e Viognier mostram ser também e já hoje, ser uma promessa.

“Vinho frutado e fácil de beber com taninos macios foi um novo perfil em Portugal, que começou no Alentejo”, diz João Portugal Ramos que inspirou um exército de seguidores – entre 1995 e 2010, o número de produtores explodiu de 45 para 260.

O DOC do Alentejo compreende oito regiões dentro dos rótulo Vinho Regional Alentejano.

Destas Denominações de Origem Controlada, os verões abrasadores da Granja-Amareleja e Moura podem proporcionar vinhos rústicos e muito expressivos. Fatores moderadores (altitude, noites frias) em Borba, Évora, Redondo, Reguengos e Vidigueira produzem tintos encorpados e mais equilibrados.

Com o seu ponto mais frio localizado no Norte do Alentejo, Portalegre é uma região com vinhas velhas plantadas em altitude que produzem geralmente vinhos mais minerais, frescos com menos extracção, mas de elevado poder e elegância no palato. Em nenhum lugar a busca pela elegância é mais aparente do que em Portalegre; no alto das encostas da Serra de São Mamede. As condições mais frias da região atraíram novos talentos na produção de vinhos – o presidente regional do Decanter World Wine Awards para Porto e Madeira Richard Mayson, por exemplo, e o chef de Lisboa Vitor Claro – junto com os experientes Rui Reguinga, Susana Esteban e David Baverstock. Vitor Claro diz que Portalegre é perfeito para fazer vinhos gastronómicos, o que é importante, dada a sua inspiração – a saudável comida ‘camponesa’ das tabernas da região (tascas) e sobremesas clássicas conventuais à base de gema de ovo e frutas secas. É um credo de cozinha ao qual os melhores restaurantes permanecem fiéis, embora o tentem levar sempre para o nível seguinte. Ao descrever Évora como a Lyon de Portugal, Vitor diz que a gastronomia local nascida da pobreza, capitaliza o sabor com ingredientes locais incríveis – carnes, especialmente porco preto, caça, ervas selvagens, queijos de ovelha e cabra e pães assados ​​no forno a lenha. Experimente as migas (pão endurecido, embebido ou frito em azeite ou gordura de porco que acompanha com tomate, ou espargos, alho e ervas aromáticas), além de outros pratos opulentos, como a açorda de bacalhau.

Calcário, xisto e granito (a pedra de escolha para os monumentos megalíticos espalhados pelo Alentejo) distinguem as melhores vinhas, com excepção da Alicante Bouschet, a uva principal adoptada pelo Alentejo – um cruzamento de Grenache e Petit Bouschet- uma variedade carnuda, rica em taninos e ácidos – que vive na argila profunda.

Quarenta minutos ao sul de Évora, Vidigueira marca o ponto de divisão do Alentejo superior (Alto) e inferior, mais quente (Baixo). No entanto, a proximidade da Vidigueira à costa e o ar frio que desce da escarpa da Serra de Portel temperam o calor, daí a tradição branca da região.

Situado no coração do Alentejo, o concelho da Vidigueira tem um microclima ótimo para a cultura da vinha. Delimitado a norte pela serra do Mendro, que estabelece uma fronteira natural entre Évora e Beja, o Alto e o Baixo Alentejo, regista maior pluviosidade média anual e temperaturas mais amenas, apesar da localização tão a sul. Também as condições dos solos são ideais, uma vez que são terras xistosas, factor que confere mineralidade ao vinho. Nos últimos anos, a região tem conhecido um notável dinamismo ligado à produção de vinhos, reconhecidos em Portugal e no Mundo pela sua excepcionalidade. Os romanos faziam aqui vinho há 2000 anos atrás e a sua tradição de produção de vinho em talhas de barro, passou para os tempos modernos, conjuntamente com os seus vinhos mais modernos.

Em suma, os vinhos alentejanos oferecem um enorme prazer, sejam eles brancos, rosados ou tintos, são vinhos cheios e de forte exuberância aromática, vinhos redondos e suaves, com uma capacidade única para serem bebidos cedo mas sabendo envelhecer com distinção.

 

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